Veja as ações do Ippuc durante a pandemia

A Prefeitura, por intermédio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e em conjunto com as demais secretarias e autarquias municipais, está encaminhando um grande legado de projetos e obras para a cidade. São intervenções estruturantes, com investimentos oriundos de financiamentos e contrapartidas com recursos próprios.

Os investimentos envolvidos e o enxoval de obras e projetos a serem executados vão garantir a geração de empregos e a movimentação da economia da cidade, representando um grande reforço para a reestruturação urbana e humana de Curitiba no período pós-pandemia.

Veja os projetos

Empréstimos internacionais: Neste âmbito, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) encaminhou os processos necessários à aprovação, pelo governo federal e o Senado, dos contratos de financiamentos para os projetos do Aumento da Capacidade e Velocidade da Linha Direta Inter 2 e de Gestão de Risco Climático Bairro Novo do Caximba.

Bairro Novo do Caximba: Com a AFD, contratação será de € 38,1 milhões para o Projeto Gestão de Risco Climático Bairro Novo do Caximba, que tem contrapartida municipal de € 9.535.281. Em reais, os € 47,6 milhões correspondem a cerca de R$ 290,3 milhões em investimentos (com o Euro cotado a R$ 6,1, em 20/7 conforme o Bacen).

Inter 2: O financiamento do Projeto do Aumento da Capacidade e Velocidade da Linha Direta Inter 2 contará com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartidas da Prefeitura. São US$ 106,7 (R$ 580,4 milhões) do BID e US$ 26,7 milhões (R$ 145,2 milhões) do município.

Esse montante transformado em obras deve gerar cerca de 49 mil (48.864) empregos, entre diretos, indiretos e induzidos.

Corredor Metropolitano Leste-Oeste: O Ippuc também está negociando, junto ao governo federal, financiamento externo de US$ 75 milhões, junto ao New Development Bank (NDB). A contrapartida da Prefeitura a este investimento é de US$ 18,75 milhões. A contratação dos investimentos já tem a aprovação da Câmara Municipal de Curitiba. Os recursos serão aplicados nas obras de infraestrutura à operação do Ligeirão no Corredor Metropolitano Leste-Oeste (Pinhais-Campo Comprido) e Eixo Sul.

Cerca de 24 mil empregos, diretos, indiretos e induzidos, serão gerados com os investimentos do Programa Mobilidade Sustentável de Curitiba – Projeto Aumento da Capacidade e Velocidade do BRT do Eixo Leste-Oeste e Sul.

Recursos para obras e equipamentos urbanos: Junto à Caixa Econômica Federal, a Prefeitura formalizou empréstimo de R$ 250 milhões do programa de Financiamento para Infraestrutura e Saneamento (Finisa) para obras e serviços de infraestrutura urbana e equipamentos públicos. Os investimentos na execução das obras devem gerar 12 mil empregos na cidade.

Estão na lista deste investimento a construção da Rua da Cidadania da CIC, obras de mobilidade com a implantação e revitalização de infraestrutura cicloviária, obras complementares na Linha Verde, melhorias de calçadas e pavimentação de vias com asfalto definitivo, a requalificação do Moinho Rebouças, obras de drenagem, saneamento, proteção, recuperação ambiental, contenção de erosão e recuperação de margens em bacias hidrográficas e a elaboração de projetos de mobilidade urbana.

Projetos emergenciais durante e pós-pandemia: O Ippuc mantém um grupo de trabalho de estudos e projetos de caráter emergencial com vistas a intervenções durante e no pós-pandemia. Foi deste grupo que partiu a execução do projeto de mobilidade ativa no entorno do Mercado Municipal, implantado aos sábados, em parceria com a Setran, e que conta com estrutura voltada à ciclomobilidade e ampliação das calçadas para o deslocamento seguro.

Ainda dentro deste contexto, o Ippuc mapeou nas dez regionais da cidade os polos de atividades econômicas e de atração de deslocamentos que concentram estabelecimentos de comércio e serviços. Os dados fazem parte de estudo voltado à promoção da segurança das pessoas em áreas de grande circulação e, de maneira complementar, ao fortalecimento das atividades econômicas locais, nas chamadas centralidades funcionais de Curitiba no pós-pandemia. A ideia é embasar planos e projetos a serem colocados em prática nos centros de bairros, tais como as intervenções que vêm sendo realizadas em áreas com grande fluxo de pessoas, a exemplo do que ocorreu no entorno do Mercado Municipal.

Estão em fase de conclusão de projeto:

  • implantação ciclofaixa na Padre Anchieta e Deputado João Heitor Guimarães (extensão Nova Curitiba e setor estrutural oeste)
  • revitalização ciclovia compartilhada com pedestres na Rua João Bettega
  • reorganização dos ambulantes que hoje estão nas calçadas da rua Isaac Ferreira da Cruz
  • estudo para fechamento de trechos de ruas em áreas de interesse social, criando áreas de estar como prolongamento de área livre das casas.
  • estudos de demarcação filas em pontos de ônibus.

O Ippuc deve elaborar ainda um caderno com opções de uso do espaço público, além de encaminhar estudos de propostas para disposição de mesas em calçadas e uso de vagas de estacionamento com vistas a auxiliar o setor de restaurantes e bares.

Mudanças Climáticas: Como parte da elaboração do Plano de Ação Climática,  assumido pela cidade de Curitiba em 2018, quando a Prefeitura aderiu à Meta 2020 do C40 (Grupo de Grandes Cidades para Liderança Climática), o Ippuc e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente lançaram uma consulta popular sobre as mudanças climáticas. De livre acesso pela população pelo site clima.curitiba.pr.gov.br, a sondagem elencou 12 perguntas com a meta de compreender a percepção, o comportamento e o engajamento da população em relação à mudança do clima e seus impactos. Bem como definir prioridades nas ações públicas. O Plano de Ação Climática de Curitiba está em desenvolvimento com prazo para conclusão no final deste ano, por um Grupo de Trabalho com representantes de 12 instituições – secretarias municipais do Meio Ambiente, Finanças, Obras Públicas, Defesa Social, Segurança Alimentar e Nutricional; além da Procuradoria-Geral do Município, Assessoria de Relações Internacionais, Ippuc, Agência Curitiba, Urbs, Copel e Sanepar. O grupo contará, também, com contribuições do Fórum Curitiba sobre Mudanças Climáticas e do Concitiba – Conselho da Cidade de Curitiba. E tem o suporte do C40.