Veja as ações da Fundação de Ação Social durante a pandemia

Desde o início da pandemia da covid-19, a Fundação de Ação Social (FAS) tem adotado várias ações para garantir a proteção a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Entre elas está a criação de abrigos emergenciais, ampliação de vagas para acolhimento de pessoas em situação de rua, reordenamento de serviços seguindo orientações da Saúde para garantir o distanciamento e, assim, evitar o risco de contaminação, e a contratação de educadores sociais para ampliar o serviço de abordagem social.

A distribuição de alimentos para milhares de famílias também tem sido um dos trabalhos mais fortes neste momento de crise, quando muitas pessoas perderam seus empregos e estão sem renda.

Para garantir o alimento na mesa das famílias mais vulneráveis, a FAS conta com a solidariedade e parceria de centenas de empresários – de micro e pequenas empresas às grandes – e também da população. Juntos, eles formam uma grande rede solidária que já doou ao Disque Solidariedade 24.455 cestas básicas, 54.719 kg de alimentos avulsos, 4.702 kits de higiene pessoal, 8,855 produtos de limpeza e 16.813 roupas masculinas (até 20/7).

Entre os beneficiados com cestas básicas estão pessoas que ficaram desempregadas ou trabalhadores informais que ficaram sem renda, como artesãos, artistas de rua, músicos e profissionais que trabalham na montagem de eventos, além de estudantes de escolas para pessoas com deficiência e coletores de material reciclável que participam do Programa EcoCidadão.

Serviço essencial

Além disso, a FAS implantou duas centrais, nas regionais Matriz e Pinheirinho, para atender exclusivamente pessoas que precisam fazer o Cadastro Único para acessar programas sociais.

“A Fundação de Ação Social coordena duas políticas que são extremamente importantes neste momento de pandemia: Trabalho e Emprego e Assistência Social. Não estamos medindo esforços para atender todas as demandas identificadas pelas equipes técnicas nos territórios mais vulneráveis”, diz o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel.

“Ainda absorvemos novas demandas que surgem todos os dias de famílias e indivíduos que entram em situação de vulnerabilidade por consequência da falta de atividade econômica e de qualificação profissional”, destaca.

População de rua

Para proteger a população em situação de rua, considerada a mais vulnerável, a FAS criou 325 novas vagas de acolhimento, 175 delas em abrigos emergenciais para acolher pessoas com suspeita de covid-19 e aquelas que contraíram a doença ou são do grupo de risco. As outras 150 estão em um hotel social.

Atendendo recomendação da Saúde, a FAS ampliou o número de unidades com atendimento 24 horas para esse público. A medida foi garantida com a transferência temporária dos serviços de cinco Centros de Referência Especializados para a População em Situação de Rua (Centros Pop), que funcionavam das 8h às 17h, para casas de passagem, que atendiam das 19h às 7h.

Mesa Solidária

O programa Mesa Solidária também levou alimentação saudável e balanceada para a população em situação de rua. Desde que foi lançado, no fim de dezembro de 2019, já distribuiu mais de 126 mil refeições gratuitas.

A iniciativa é uma ação conjunta de organizações da sociedade civil, formais e informais, que preparam e servem os alimentos em estrutura montada e coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN) e pela FAS.

Grupos monitorados

Por causa da necessidade de distanciamento, idosos, crianças e adolescentes e pessoas com deficiência que participavam de atividades nas unidades da FAS estão sendo monitorados pelas equipes por meio de ligações telefônicas ou grupos de whatsapp.

Já os serviços de acolhimento de mulheres e crianças e adolescentes vítimas de violência, adultos com deficiência e pessoas idosas continuam funcionando em tempo integral. Os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas) atendem das 10h às 16h.

Trabalho

Na área do trabalho e emprego, a FAS mantém as dez unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) abertas para atender os trabalhadores que precisam pedir o seguro-desemprego, mesmo com esse serviço podendo ser acessado pelo app Carteira de Trabalho Digital ou no site do Portal Emprega Brasil (www.empregabrasil.mte.gov.br).

Para tirar dúvidas e orientar os trabalhadores quanto ao uso de aplicativos e site do governo federal, a FAS criou o email [email protected]

 

Principais ações da FAS até o momento (20/7):

  • 1. Realizada parceria com a Agência Curitiba para a confecção de máscara-escudo (face shields) de proteção facial no FabLab Cajuru em impressoras 3D. O material foi entregue a profissionais de instituições como Secretaria Municipal de Saúde, Fundação de Ação Social (FAS), Defesa Social, Hospital do Idoso, Siate, Hospital do Trabalhador, Santa Casa de Misericórdia e Secretaria Municipal de Educação.
  • 2. Implantação de duas Centrais de Atendimento para Cadastro Único, para atendimento às famílias que buscam acessar programas sociais dos governos federal, estadual e municipal.
  • Estão localizadas nas ruas da cidadania da Matriz e Pinheirinho.
  • Com as novas centrais de atendimento, a FAS ampliou a capacidade de cadastramento das famílias que estão em situação de vulnerabilidade social, o que já é feito nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), nos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), nos Centros Especializados para a População em Situação de Rua (Centros Pop).
  • 3. Campanha para arrecadação de doações para serem distribuídas a famílias em situação de vulnerabilidade social nos Cras.
  • Até o fim de junho, chegaram ao Disque Solidariedade 24.455 cestas básicas,
  • 54.719 kg de alimentos avulsos, 4.702 kits de higiene pessoal, 8,855 produtos de limpeza e 16.813 roupas masculinas.
  • De abril a 8 de julho foram distribuídas, nos Cras, 12.612 cestas básicas e 6.817 subsídios alimentares (crédito no valor de R$ 70 para compra nos Armazéns da Família).
  • 4. Programa Mesa Solidária – ampliação do número de refeições servidas para a população em situação de rua, na Praça Solidariedade, com apoio de instituições religiosas, organizações da sociedade civil e movimentos de apoio às pessoas em situação de rua que adquirem, preparam e servem os alimentos. Serve até 500 jantares e 250 almoços. Também oferece lanches e marmitas.
  • 5. Implantação da Praça Solidariedade – complexo de atendimento que conta com duas unidades de acolhimento, oferta de alimentação, espaços para higiene pessoal, guarda-pertences, canil, fornecimento de roupas, lavanderia (tanques e máquinas de lavar e de secar roupas). Nos próximos dias terá ainda um centro socioeducativo e hortas.
  • 6. Abertura de um Hotel Social, com 150 vagas. É o quarto hotel implantado pelo município (três são em parceria com a Defesa Social e Saúde), totalizando 300 vagas.
  • 7. Abertura de quatro unidades emergenciais, uma para atender idosos e pessoas do grupo de risco, duas (masculina e feminina) para pessoas com sintomas gripais e com suspeita de covid-19, e uma para pessoas que contraíram o novo coronavírus e são encaminhadas pela Secretaria da Saúde. As quatro unidades somam 175 vagas.
  • 8.Reordenamento dos Centros Pop ampliando assim o número de unidades com atendimento 24 horas.
  • 9. Contratação de 48 educadores sociais por processo seletivo simplificado (PSS) e outros 120 cuidadores para apoiar as equipes nos acolhimentos.
  • 10. Definição de um protocolo de atendimento à população.
  • Equipes orientam acolhidos sobre a importância e necessidade de se usar máscara, fazer a higienização das mãos, manter o distanciamento e não compartilhar materiais e produtos.
  • Atendimento nas unidades passou a ser feito gradativamente, com usuários sendo organizados em filas nas áreas externas para acessar os serviços.
  • Nas abordagens, os usuários que aceitam atendimento recebam álcool em gel para higienização antes de entrarem nas kombis do resgate social. Também foi limitado o número de pessoas transportadas por viagem. Os veículos que têm capacidade para até seis, levam agora no máximo dois usuários.
  • Nas unidades que fornecem alimentação e banho, as pessoas precisam deixar os pertences em guarda-volumes, para só depois serem encaminhados para higiene e receber a refeição. Quem se recusa a tomar banho recebe o alimento na área externa e fica impedido de permanecer dentro da unidade.
  • Todas as pessoas que procuram os espaços para tomar banho recebem roupas limpas e as peças usadas são ensacadas e descartadas.
  • Nos acolhimentos, as camas e beliches foram dispostos a uma distância mínima de um metro. A recomendação é que o ambiente fique sempre arejado.
  • Para evitar contaminação, nas casas de passagem e unidades de acolhimento institucional, as roupas de cama passaram a ser individualizadas e os cobertores guardados em sacos plásticos com identificação dos usuários.
  • 11. Manutenção do atendimento nos dez Sines para atender exclusivamente aqueles que precisam habilitar o seguro-desemprego.
  • 12. Implantação de um email para orientar e esclarecer dúvidas dos trabalhadores.