Servidores devem seguir protocolo de responsabilidade para prevenção do coronavírus

 

Os servidores municipais que estão trabalhando nas unidades da Prefeitura devem seguir com atenção o Protocolo de Responsabilidade Sanitária e Social de Curitiba para conter a disseminação do novo coronavírus. A recomendação da médica infectologista da Secretaria da Saúde, Marion Burger, que também é servidora municipal, é para que os cuidados sejam mantidos no ambiente de trabalho, durante todo o expediente.

“O retorno às atividades requer que cada um de nós seja responsável. Para prevenir a infecção em você e prevenir que você possa transmitir para outras pessoas são quatro cuidados: uso da máscara, higienização das mãos, ventilar os ambientes e, se tiver sintomas respiratórios, fique em casa e isolado”, detalha a médica. “A pandemia não acabou”, alerta a infectologista.

Como se comportar

Para a proteção dos servidores, cabe às chefias a organização dos ambientes e dos processos de trabalho de forma que todos mantenham o distanciamento necessário, sem aglomerações em reuniões, durante as refeições e nas pausas. Também devem garantir acesso a álcool em gel para a higienização das mãos durante o expediente. Os ambientes devem ser arejados ao longo do dia.

Aos servidores cabe o uso da máscara constantemente. A mesa de trabalho e tudo o que estiver sobre ela precisa ser limpo. A higiene das mãos deve ser feita sempre que o servidor tocar em alguma superfície que extrapole a sua mesa de trabalho. É recomendável evitar conversas desnecessárias.

Os comportamentos que protegem o servidor no seu local de trabalho devem ser os mesmos noutros ambientes, para o seu autocuidado e também para a  proteção dos familiares, especialmente se tiver contato com pessoas dos grupos de risco.

O que fazer se tiver os sintomas

Se o servidor tiver sintomas como febre, tosse, coriza e dor de garganta, ele não deverá comparecer na Perícia Médica. Primeiramente, deverá passar por uma avaliação médica, que pode ser presencial ou remota (telemedicina).

Com o atestado em mãos, o servidor deve acessar o Portal do Servidor, informar CPF e senha e pesquisar o serviço “Perícia Médica – Atendimento on-line”.

Imediatamente, o sistema identifica o servidor, que só vai precisar clicar na opção “quero licença para tratamento de saúde, de acordo com atestado em anexo, conforme o decreto 430/2020”, e então encaminhar o atestado médico.

Quem tem algum familiar com suspeita da doença, mas está assintomático, não precisa buscar o atendimento e acessar o sistema da Perícia pelo Portal do Servidor.

Nos casos de contato domiciliar, de acordo com o decreto 430, o afastamento é feito de forma administrativa, sem necessidade de avaliação da perícia. O servidor deverá entregar o comunicado de isolamento por contato com pessoa doente do mesmo domicílio à chefia. Também deverá fazer o isolamento domiciliar por sete dias contados a partir da data do último contato com o familiar doente.

Quem tem doenças crônicas estabelecidas pela legislação municipal e federal (lista abaixo) também pode utilizar o serviço “Perícia Médica – Atendimento on-line”, para comunicar e encaminhar seu atestado.

Servidores que fazem parte do grupo de risco, gestantes e os que têm 65 anos de idade ou mais seguem exercendo suas atividades de forma remota, de casa.

 

Patologias graves, de acordo com o decreto municipal 430/2020:

Doenças respiratórias crônicas: asma em uso de corticoide inalatório ou sistêmico (moderada ou grave), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquiectasia, fibrose cística, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar e hipertensão arterial pulmonar.

Doenças cardíacas crônicas: doença cardíaca congênita, hipertensão arterial sistêmica com comorbidade, doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca.

Doenças renais crônicas: doença renal nos estágios 3, 4 e 5, síndrome nefrótica, paciente em diálise.

Doenças hepáticas crônicas: atresia biliar, hepatites crônicas, cirrose.

Doenças neurológicas crônicas: condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica.

Pacientes com necessidades clínicas individuais específicas, incluindo avc, indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla e condições similares.

Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular.

Deficiência neurológica grave.

Diabetes: diabetes mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.

Imunossupressão: imunodeficiência congênita ou adquirida e imunossupressão por doenças ou medicamentos.

Obesidade grau III.

Transplantados (órgãos sólidos e medula óssea).