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Maioria dos donos de micro e pequenas empresas pretende investir no negócio em 2021

Apesar da perspectiva positiva, pesquisa do Sebrae mostra interrupção na retomada do faturamento pela primeira vez, após seis meses de crescimento

Os donos de pequenos negócios continuam otimistas mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas em 2020 e pretendem investir nos negócios em 2021.  No Paraná, conforme pesquisa nacional realizada pelo Sebrae, 62% dos empresários têm expectativa de aplicar recursos na empresa neste ano. A prioridade será a modernização de produtos e processos (12%), divulgação (10%), ampliação do mix de produtos/serviços (10%), ampliação da capacidade produtiva (7%), entre outros.

O estado praticamente acompanha o panorama nacional, em que 63% dos empresários demonstraram pretensão de realizar investimentos, principalmente em modernização de produtos e processos (13%), divulgação (13%), ampliação do atendimento ou capacidade produtiva (9%), além de ampliação do mix de produtos/serviços (9%), entre outros.

Ainda segundo o levantamento, 27% dos donos de pequenos negócios no Brasil afirmam não ter condições de fazer investimentos em 2021. Já no Paraná, esse percentual é de 23%. A precaução entre os empresários paranaenses também é maior. Enquanto no cenário nacional 10% afirmaram que preferem guardar dinheiro para emergências, no estado 14% preferem guardar.

“A pandemia trouxe o senso da necessidade da precaução para a rotina dos empresários, uma postura que passa a fazer parte do dia a dia dessas empresas. Acreditamos que esta foi uma lição que veio para ficar”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Apesar dessa expectativa de investimento, a pesquisa mostrou que houve em novembro, em nível nacional, uma queda no ritmo de recuperação do faturamento das micro e pequenas empresas. Depois de seis meses de uma retomada contínua, pela primeira vez o faturamento médio, ainda abaixo do normal considerando antes da pandemia, registrou uma ligeira queda: passou de -36%, em setembro, a -39%, em novembro. Houve ainda crescimento da proporção de empresários que confessaram estar com muitas dificuldades para manter o negócio em operação (de 43%, em setembro, para 47%, em novembro) – no estado, 45% afirmaram estar com muitas dificuldades de manter o negócio.

A pesquisa faz parte de uma série iniciada em março pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, a partir da chegada da Covid-19 ao Brasil. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 24 de novembro, com 6.138 donos de pequenos negócios de todos os estados e Distrito Federal.   

Inovação

O levantamento confirma o comportamento dos empresários de implementar inovações em seus negócios como forma de driblar os obstáculos impostos pela pandemia. Entre setembro e novembro, cresceu de 39% para 43% o número de empresas que passou a oferecer um novo produto ou serviço, por força da crise. No Paraná, 38% das empresas lançaram ou começaram a comercializar novos produtos e serviços desde o início da pandemia.

A pesquisa também mostrou aumento (de 67% para 70%) na proporção de empresas que vendem utilizando internet (apps, Instagram, WhatsApp etc.). O WhatsApp apareceu como a plataforma mais utilizada (84%), seguida pelo Instagram (54%) e Facebook (51%). Entre os paranaenses, o mais utilizado é o WhatsApp (80%).

Mais crédito

Outro dado positivo da pesquisa é a continuidade da ampliação do acesso ao crédito. Desde abril, a proporção de empreendedores que tiveram o pedido de empréstimo aprovado pelos agentes financeiros saltou de 11% (abril) para 34% (novembro). Neste período, 51% dos empreendedores paranaenses procuraram empréstimo e 45% tiveram as solicitações aprovadas.

Já o nível de endividamento dos empreendedores brasileiros permaneceu no mesmo patamar, entre setembro e novembro, com 31% das empresas com dívidas em atraso (mesmo percentual da última pesquisa); 37% com dívidas, mas em dia com os pagamentos; e 32% declararam não ter dívidas.

Números da pesquisa

No Paraná

12% pretendem investir em modernização do negócio
10%pretendem investir em divulgação
10% planejam ampliar o mix de produtos/serviços
9% querem investir em capacitação própria
7% pretendem aplicar a capacidade produtiva
6% desejam reformar o estabelecimento
6% outros investimentos
2% planejam investir na capacitação dos funcionários
23% declararam não ter condições de fazer investimentos
14% vão optar em guardar recursos para uma emergência
38% das empresas lançaram ou começaram a comercializar algum produto ou serviço novo a partir da crise
51% buscaram empréstimo
45% conseguiram empréstimo

No Brasil

13% pretendem investir em divulgação
13% querem modernizar os negócios (produtos e processos)
9% pretendem ampliar a capacidade produtiva ou de atendimento
9% planejam ampliar o mix de produtos/serviços
6% querem investir em capacitação própria
6% desejam reformar o estabelecimento
5% outros investimentos
2% planejam investir na capacitação dos funcionários
27% declararam não ter condições de fazer investimentos
10% vão optar em guardar recursos para uma emergência
43% das empresas lançaram ou começaram a comercializar algum produto ou serviço novo a partir da crise
52% das empresas buscaram empréstimo
34% dessas tiveram o pedido aprovado

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