Ippuc chega aos 55 anos alinhado aos compromissos mundiais

O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) completa 55 anos de existência, nesta terça-feira (1º/12). Pilar do desenvolvimento ordenado da cidade, o Ippuc tem atuado em várias frentes com vistas à inovação urbana, à garantia de financiamentos a projetos estruturantes e para dar respostas às demandas emergenciais geradas pela pandemia do novo coronavírus. Tudo isso sem esquecer do investimento na capacitação dos seus quadros técnicos em processos alinhados às agendas mundiais de sustentabilidade urbana.

A história do Instituto, os projetos mais recentes e novos desafios constam em publicação feita em comemoração ao aniversário do Ippuc, que está disponível na versão digital no site www.ippuc.org.br .

“O Ippuc trabalha de forma permanente para planejar com vistas às demandas vigentes e ao futuro de Curitiba”, afirma o presidente do Instituto, Luiz Fernando Jamur.

De acordo com a diretora de Informações do Ippuc, Liana Vallicelli, a capacitação da equipe técnica em cooperações internacionais com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Massachussets Institute of Technology (MIT) são importantes suportes neste processo, como também o uso de ferramentas como BIM (Building Information Modeling) em novos projetos.

A elaboração do Plano de Estrutura Cicloviária, do Programa Gestão de Risco Climático Bairro Novo do Caximba e do projeto do Novo Inter 2, cujo contrato de financiamento será assinado com o BID nesta quarta-feira (2/12), são destaques recentes que tiveram participação decisiva do Ippuc.

O Instituto também teve papel preponderante na atualização e aprovação da Nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo,com a participação ativa do Conselho da Cidade (Concitiba), bem como na garantia de recursos federais e de novos financiamentos externos para projetos estruturantes para a cidade. Atuou também na elaboração de propostas para a recuperação econômica e social de Curitiba no pós-pandemia e em projetos de renovação do espaço urbano como o Restaurante Popular do Capanema, a Fazenda Urbana, a revitalização da Voluntários da Pátria e o projeto Rosto da Cidade, entre outros.

Força-tarefa

Já no início da atual gestão, o Ippuc montou uma força-tarefa para a garantir recursos federais a fundo perdido que tinham cláusulas suspensivas pela falta de atualização de projetos e orçamentos. Naquele ano, a Prefeitura tinha uma carteira de repasses federais da ordem de R$ 1,2 bilhão e estava para perder R$ 1 bilhão deste total, referentes a contratos destinados a obras de drenagem e mobilidade.

Novos investimentos

Com o suporte do Ippuc, nos últimos quatro anos, o município de Curitiba conseguiu ainda ampliar a carteira de investimentos em projetos estruturantes e conseguiu aprovar, em tempo recorde, junto ao governo federal e também com a chancela do Senado, dois financiamentos internacionais que somam US$ 187 milhões (R$ 1,017 bilhão) para as áreas de mobilidade e gestão de risco climático, a serem contratadas junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). 

Também já está em análise pelo governo federal, já com sinal verde da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia, a contratação de R$ 510 milhões entre empréstimo e contrapartidas para as obras de infraestrutura à operação do Ligeirão no Corredor Metropolitano Leste-Oeste (Pinhais-Campo Comprido) e Eixo Sul. Deste total, R$ 408 milhões serão financiados pelo New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS, e R$ 102 milhões em recursos do município.

Empregos

Curitiba tem R$ 1,7 bilhão (R$ 1.777.216.238,96) em operações de crédito, somando empréstimos e contrapartidas municipais, em curso nesta gestão. Os investimentos contratados e em fase de contratação pela Prefeitura de Curitiba deverão movimentar a economia local e promover a geração de até 85 mil empregos ao longo dos próximos cinco anos.

A estimativa é feita com base em nota técnica da Assessoria Especial do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) que tem por referência empregos gerados a cada R$ 1 milhão investidos em ações relacionadas empreendimentos que envolvem a construção civil. De acordo com o estudo, para cada milhão investido em obras são gerados 48 empregos, sendo 15 diretos, 8 empregos indiretos e 25 empregos induzidos.