Com mais de mil leitos de UTI, estrutura de saúde é robusta, mas covid-19 exige barreira de transmissão

A rede hospitalar de Curitiba é robusta, uma das melhores do país, com mais de 1.000 leitos de UTI, o que vem garantindo atendimento a todos os pacientes de covid-19, bem como a quem tem outros problemas de saúde e precisa de internamento em decorrência, por exemplo, de AVCs, enfartes, traumas, entre outros problemas.

O enfrentamento ao novo coronavírus, no entanto, precisa – além da estrutura hospitalar – que a transmissão do vírus seja mantida sob estrito controle, segundo a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Vem daí a importância de restrições à movimentação de pessoas, evitando a aglomerações e situação de propagação do vírus.

Ainda não há vacina nem remédios específicos contra a covid-19. Além disso, o impacto causado pelo vírus varia muito entre quem é infectado. Uma pessoa pode ficar completamente assintomática, enquanto outra, com mesmas características de saúde, pode morrer.

Em Curitiba, 15% dos pacientes que foram internados com o novo coronavírus faleceram – foram registrados até esta quarta-feira 94 óbitos.

“A doença atinge a todos indiscriminadamente e nós não sabemos quem será o caso leve, moderado ou graves”, afirma a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak. “Não houve falta de leitos de UTI para esses pacientes [que morreram]. As pessoas tiveram assistência, internamento, medicamento. Mesmo com acesso a tratamento adequado, a letalidade é grande”, completa.

“Podemos evitar mortes barrando a transmissão da doença”, afirma a secretária municipal da Saúde

 

Estrutura

A capital conta com 1.030 leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva). A maioria desses leitos, 656, faz parte do SUS (Sistema Único de Saúde), dos quais hoje 199 são exclusivos para a covid-19. Outros 374 leitos estão na rede privada, dos quais 48 exclusivos para covid-19. Agora estão sendo ativados mais 58 leitos, elevando o número total para 1.088.

A cidade tem ainda com mais 5.300 leitos de enfermaria.

A rede pública e privada funciona de maneira cooperada, ou seja, complementando-se mutuamente. Há hospitais que têm leitos públicos e privados. E com a pandemia, por exemplo, o município pode requisitar leitos da rede privada, caso haja necessidade.

Os dados sobre número de leitos são registrados num sistema aberto ao público, do Ministério da Saúde, o CNES (Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde). Os novos 58 leitos entram neste sistema na medida que forem sendo ativados.

Campanha

O plano de contingência contra o novo coronavírus prevê ainda a estruturação de hospitais de campanha na capital, que serão implementados se houver necessidade. Mas esse tipo de hospital é mais necessário em cidades que não tem uma estrutura como a de Curitiba, que vem ativando leitos para a covid-19 dentro da estrutura já existente.

“O hospital de campanha é a última alternativa. Nós ativamos recentemente o Hospital Vitória e podemos ativar mais um hospital. O que temos em Curitiba é ouro: estrutura hospitalar com as condições sanitárias e de proteção do paciente, com comissão de controle infecção, intensivistas, equipe qualificada, estrutura de apoio e de diagnóstico (laboratório, raio x, radiografia), rede de gases”, explica a secretária.

Fonte: Prefeitura de Curitiba